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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pensamento Alheio : Cláudia Viana


Beba-me

Traga a sua boca fechada
Mantenha a palavra guardada
Pense bem antes de pronunciar
Coisas que podem me magoar

Venha com os seus braços abertos
Ávidos por me abraçar
Solte se eu não mais o quero
Não venha me sufocar

Não tire da cara o espanto
Ao ver de mim água brotar
Beba-me com total delicadeza
Pra minha fonte não secar

Traga uma rosa bem vermelha
Pra bem dizer sua chegada
Faça de mim a sua namorada
E dancemos até de madrugada

Deite em mim o seu silêncio
Troquemos palavras em pensamentos
E coma da minha carne riste membro
Porque essa é a dor que eu agüento
Cláudia Viana 
Twitter: @_cssf

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Porta-joias


Quero guardar toda dor e cada lágrima, mantendo assim acesa a lembrança do contentamento do que fomos nós. Os lugares de fato nos pertenceram por alegria e nossa autenticidade realçou as ocasiões. Fomos algumas vezes frívolos e outras tantas pertinentes. Dividimos o teto, o prato, o manto, o ato. As vicissitudes das estações nos tornaram íntimos e indissociáveis.

A nossa separação, sabida, nunca fora desejada, apesar de este fato independer da nossa teimosia. Nosso encontro se deu porque acreditamos no que está escrito, o melhor se foi e ainda se terá. A continuidade se dá no que somos desde o primeiro instante.  Na vida que pulsa o lugar é de honra e destaque, há quaisquer tempos lembrados, vivos para sempre.

Texto in memorian aos meus queridos amigos Samuel, Adriana, Calebe e Beatriz.
Para minha querida Carol e sua pequena Clarisse, que já amo.
Para quem tem a quem amar.

Dayane Gomes
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pensamento Alheio: Rafael Silvestre

Raios de calmaria

Quando bem cedo o céu despertou, as folhas já não estavam mais presas às arvores, mesmo as mais fortes. O vento da madrugada soprara muito forte, sentido ao infinito, sendo capaz de arrastar para bem longe as já envelhecidas, queimadas, soltas, além das verdes.

Mas o seu olhar não estava para aquilo, não sei o porquê de toda vez notar situações quaisquer. Seu rosto, quente de cama, queria mesmo é enxergar o sol, como em todas as manhãs que se arrastavam desta forma. Luz da alma, sol e céu, na parte mais concreta de sua existência só cabiam lágrimas de saudades, três vezes postas até aquela manhã.

Ainda com vento forte pelo rosto frágil, deu passos firmes rumo à pedra que, de tanto usar, se ajeitara fácil ao seu corpo agredido. Todo tempo do mundo a fez ficar assim, e relembrar tudo a tornou importante como seu gosto por viver.

Sentada, de pernas cruzadas, calma, parou por minutos e tentou buscar aos primeiros raios do sol respostas às suas narrativas de vida. Há quem diga que de tanto se perguntar dos porquês daquilo tudo, a loucura lhe havia aparecido como o respirar profundo de cada indagação.

Olhares de fora que não a preocupavam. Seu sentimento era poder encostar as mãos de dedos frágeis a um rosto que ficou no tempo, um tempo em que amar a deixava leve, feliz, como o sol que nascia amarelado por natureza. 

Sentir aquele momento para ela era mágico, pois seus suspiros de saudade podiam ser apagados por minutos. Era imagem preferida dos dois, e não se sabia ter tal sensação de forma sozinha.

Por minutos ficou. Enxugou as lágrimas que rolaram pela face, boca, chão. Raspou seu sapato velho para tirar o excesso de terra e caminhou rapidamente para o seu lugar de descanso. Tomou pelas mãos seu lençol sujo e voltou a embebedar-se de depressão. Ali ninguém a veria de olhos com águas e nem a chamar por quem ficou parado no tempo, lá atrás, há muito tempo.


Rafa Silvestre 
Twitter: @PoetaRafael
Para mais textos, acesse :  Arte no Movimento

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pensamento Alheio: Rafael Silvestre

Sentimento 

De sutilezas bem doces, sei que pode ser real,
Mas, firmar fatos faz minha antiga dor voltar.
Dor única, em que pude sentir ao viver.

Carinhos estão presentes, lágrimas também, sendo,
que as mesmas aparecem raramente, bem lentas.
Novas sejam aquelas que trazem utopias, amores,
e que realcem aptidão à solidão, aos cantos, simples.

Nuvens podem voltar a formar rosto, alegria, no céu azul.
As mesmas que fazem do pensamento caminhos mais fáceis.
No azul sem raiva, os momentos deitados são luzes, amor!
Que cortam e sangram o coração tampado pelo tempo.

A lua, de novo ela, com seus desejos sempre renovados,
carinhosa como um abraço, fiel à paixão, plena, sutil.
Por ter força me dá sempre valor, ajuda, vontade.
Dela se extrai o que sinto: mais uma vez de novo, o gosto.

Pode ser que de ternura a vida baseia-se em fatos, em gestos.
E que o caminho volte como tudo foi deixado, de fato, real.
Nada é provável, enganoso, apenas habitual ao seu tempo.
Tenho aqui um vasto e amplo sentimento, aquele que existiu.  


Rafa Silvestre 
Twitter: @PoetaRafael
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Samba & Enredo


O galo cuícou a alvorada!

Eu quero é fugir!

Quero beber toda alegria
e sorver toda a felicidade
que procuro!

E você?

Temos apenas cinco dias...

A máscara que me enfeita
esconde os últimos suspiros
de acanhamento!

Jogo-me,
sou confete e serpentina
da ilusão que evoco!

Meus olhos
procuram qualquer Pierrot
que me faça amar até o fim!

Eu mereço!
Muito sofri!

Agora esse samba é meu!

Por favor,
quero todas as plumas e paetês!

Que toda lágrima e toda glória
evolua na avenida...
Que rufem os repiques,
Tan-tans e tamborins!

Liberdade!

Que a inconsequência
dos nossos atos
nos mantenha vivos
depois das cinzas!
Dayane Gomes
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mapa Astral !



  Faltam dois dias para o fim do ano. Não me faço de rogada, dispo das agonias passadas e invisto-me de toda expectativa. Nem sei porque, afinal sou vítima do controle que detém minha vaidade. Não pulo ondas, sinto-me a própria onda quebrando mais uma vez em lágrimas e felicidade, acho que esse é o entremeado que me consolida. Assinto às meditações, embora vãs, sigo as normas. Preparo o banho para a elevação da minha autoestima, demorado e sem ervas, deixo escorrer até o que me cala. Os enfeites são todos os que aformoseiam meu espírito, eles transparecem nas minhas expressões. Não acredito nas cores, acredito em mim, elas adornam o que posso. Minha esperança ganha na labuta o que conquisto e o meu maná provém do mesmo afã. O que pula em mim é a alegria de estar VIVA. A oração é sempre bem vinda, de gratidão e petições são feitos os cachos das minhas uvas. Manter os vínculos e fazer o bem garantem felicidade ao novo ciclo, quebro o que me devasta. Um brinde a sorte que depende de mim e de você, ao oportuno início de tudo que se pode ser!


Por Dayane Gomes
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Jingle Love, Jingle Love...


  
  
   As luzes e os enfeites já estão por toda parte, os olhos são provocados pela beleza. O mesmo tema encanta e diversifica imagens inéditas, a pressa domina enlouquecida a correria pelos presentes, todos os lugares são ocupados por confraternizações, podem-se ouvir os brindes, as risadas, os galanteios, as surpresas e frustrações do amigo secreto. Somos engolidos pelo excesso, laços são feitos e desfeitos na repetição da mesma época, é preciso tomar parte do brilho, vestir-se de ilusão para acompanhar o banquete. Todavia a possibilidade da verdadeira alegria se concretiza no ato de amar, este que por sua vez personifica o sentido humano também traduz explicitamente o espírito que envolve este momento.

  Já que este instante se propõe a reflexões e renovações, por que afinal não transformamos a redenção num propósito para toda vida? Tome assento, seja grato e solícito, perdoe as lágrimas, liberte as mágoas, ofereça a gentileza e o sorriso, faça do bom-humor uma regra, faça o que for necessário e ainda dobre a esquina, aceite os elogios e os limites, tolere, mantenha a calma e o silêncio, respire, lembre-se da igualdade, levante a flâmula do respeito, não espere a mudança alheia, comece a sua, mantenha o equilíbrio, sinta, mas principalmente VIVA O AMOR!!!


A escolha é nossa.

"... A lição já sabemos de cor
 só nos resta aprender..." Beto Guedes.


Por Dayane Gomes
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